sexta-feira, 3 de março de 2017

Filmes | Nós assistimos LOGAN (2017)


"Logan", estreia 2 de março e é com certeza absoluta o melhor trabalho de Hugh Jackman como o mutante Wolverine, um personagem que ele retratou por 17 anos. Jackman lapidou durante todos esses anos o personagem até chegar neste estágio final onde apesar de ter seus poderes enfraquecidos, ele mantém a figura de herói "homão da porra" que luta para ser tanto um homem comum no meio dos outros quanto o mutante assassino de outrora.

Leia nossa crítica a seguir (SEM SPOILERS):

Primeiro, é importante dizer que o filme não se passa em um futuro pós-apocalíptico ou em uma outra realidade paralela a convencional. O filme se passa em 2029 e como tem várias referências sobre os filmes passados dos X-Men (principalmente o primeiro e o segundo da saga), então pode-se dizer que é na mesma realidade que se segue a partir do filme "Dias de Um Futuro Esquecido" (que cancela o X-3).

Na trama, Logan abandonou o seu passado de mutante assassino e também de aluno X-Men e agora trabalha como chofer de limosine alugada. Dentro dos primeiros minutos do filme, por mais que ele não queira briga,  já tem que mostrar do que é capaz para alguns bandidinhos de meia tijela. E essa cena, acreditem, vale mais do que todas as cenas de ação dele nos filmes anteriores juntos!

E já que estamos falando em cenas de ação, é preciso dizer que este é o filme do Wolverine que não poupa no sangue derramado, nas vísceras, nos amputamentos e decapitações. Afinal, se é pra se despedir do personagem, tem que se despedir direito!

O que podemos dizer é que o filme é dividido em duas partes: na primeira parte é um drama, um filme que fala sobre família, um road trip que faz com que as relações dos personagens sejam aproximadas e que o pública sinta isso. Às vezes, o filme fica triste. Essa parte do filme se baseia levemente no western "Onde os Fracos Não Tem Vez" . Já a segunda parte do filme (a partir do momento em que certa pessoa bate as botas), a gente já consegue ver um filme mais aventura, mais super-herói. Não é ruim, mas tenho a impressão que se acabasse antes disso, o filme ia ficar perfeito.

Hugh Jackman com certeza conhece o personagem e seus dramas e expõe isso muito bem nessa trama dirigida por Malgod. A troca entre Jackman e Patrick Stewart (Charles Xavier) é única neste filme, nunca vista antes nos outros X-Men. É uma relação de dois velhos rabugentos que se amam, se cuidam e se protegem.

Outra boa surpresa do filme é a atriz mirim Dafne Keen, que faz a X-23 com uma sensibilidade incrível. Ela parece um caõzinho selvagem que foi abandonado e precisa ser adestrada por alguém que a ame e que lhe dê um novo lar. Na minha humilde opinião, ela merecia pelo menos uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante porque ela é muito boa neste papel. Ela fala com os olhos o tempo todo.

Embora o líder dos Carniceiros, Donald Pierce (interpretado por Boyd Holbrook), seja o vilão destaque nos trailers e nas notícias que se tinha sobre o filme, há também um outro vilão que promete dá muito trabalho para os mocinhos.

O filme acaba de uma maneira triste, de um jeito que ninguém havia sequer imaginado. Mas quando refletimos um pouco, vemos que o fim deste filme é o melhor jeito de marcar o Wolverine do Hugh Jackman no coração dos fãs e de entendermos porque chegou a hora de ele passar as garras pra frente. 

PS: Sugerimos que você fique até o final do filme no cinema! ;)   

Nenhum comentário:

Postar um comentário